Notícias - Transporte e Tecnologia

 

Newsletter n° 33

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Brasil desponta como um dos mercados mais importantes de caminhões em todo o planeta

Aquecimento da economia e programas de financiamento do governo federal são os principais fatores que mantêm o País na quinta posição do ranking de vendas mundiais de veículos pesados. Otimistas com o mercado, montadoras continuam investindo nos clientes brasileiros

Portal Transporta Brasil

 

Brasil, quinto maior país em vendas de veículos pesados no mundo, continua em ritmo acelerado de crescimento no segmento de caminhões. De acordo com dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), de janeiro a julho deste ano, o mercado de caminhões registrou um total de 70.880 unidades vendidas, o que representa um aumento de 54,6% em relação ao mesmo período de 2009.
Para empresários do setor, as medidas adotadas pelo governo – como o PSI (Programa de Sustentação do Investimento), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) – são um dos principais fatores que sustentam este crescimento expressivo no País. O projeto governamental contempla o Procaminhoneiro, plano que financia a aquisição de caminhões a autônomos e microempresários a juros de 4,5% ao ano; e o Finame, que viabiliza crédito por intermédio de instituições financeiras credenciadas.
“Medidas como a concessão do IPI zero para caminhões, prorrogada para 31 de dezembro de 2010, permitiram que o valor do veículo para o consumidor se tornasse mais atrativo”, esclarece José Alouche, diretor de Vendas e Marketing da MAN Latin America. De acordo com ele, a montadora, que detém a marca Volkswagen Caminhões e Ônibus vendeu nos primeiros seis meses deste ano um total de 35 mil unidades.
Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Iveco Brasil, acredita que o aumento nas vendas do setor no País continuará em ritmo acelerado em 2011, independentemente das facilidades que os programas governamentais têm proporcionado. “O mercado de caminhões deve continuar crescendo até, pelo menos, uns quatro anos em função dos investimentos que o governo brasileiro precisa realizar para dar continuidade ao PAC”, ressalta.


Resultados verde-amarelos


Este crescimento atinge todas as montadoras de caminhão no País. A Mercedes Benz do Brasil, por exemplo, obtém um lucro no segmento de veículos pesados maior que a própria matriz na Alemanha, desde 2009. No caso da Ford, a filial brasileira ocupa o 3° lugar no rendimento global da empresa. O País também é o maior mercado da Scania. O Brasil também aumenta sua representatividade dentro da Volvo, Iveco e MAN Latin America.
Investimentos

Cavalcanti declarou que a Iveco intensifica seus investimentos no País desde 2007. “Um acumulado de R$ 570 milhões foram investidos na expansão do complexo industrial em Sete Lagoas (MG), duplicando a capacidade de produção”. O Brasil é o único país fora da Europa a possuir um centro de desenvolvimento de produtos, que possibilita a criação de soluções específicas para atender todo o mercado da América Latina.
A Ford também informou que vai investir, entre 2011 e 2015, R$ 4,5 bilhões destinados às operações da empresa no Brasil. Esta é a maior quantia destinada à filial brasileira em 90 anos de existência.
Visando ampliar ainda mais a capacidade de produção, a Mercedes-Benz anunciou R$ 1,2 bilhão voltado às unidades fabris de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG), onde será instalada a linha de montagem do extrapesado Actros.
O Brasil, desta forma, consolida sua posição global no mercado de caminhões. O transporte de cargas em nosso País, ainda carente de regulamentação e de sensibilidade política, vai muito bem, obrigado!

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Infraestrutura tem R$ 48 bi para 2011

Fonte: Planejamento

 

Brasília - A proposta orçamentária para 2011 enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional prevê R$ 48 bilhões de custeio e investimento na área de infraestrutura, três vezes o volume de 2007 que foi de R$ 13 bilhões. A área de infraestrutura reúne habitação, saneamento, meio ambiente, energia e transportes.

Do total geral, R$ 18,2 bilhões serão destinados a reforçar os programas de governo na área de Transportes, R$ 18,5 bilhões a área de alcance do Ministério das Cidades com projetos como habitação, saneamento, desenvolvimento e mobilidade urbana; R$ 5,6 bilhões para Ciência e Tecnologia; R$ 3,3 bilhões para Integração Nacional e o restante para Comunicações, Minas e Energia e  Meio Ambiente.
Desde 2007, ano de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento -PAC, os recursos para área de Transportes passaram de R$ 5 bilhões naquele ano para R$ 13,5 bilhões em 2010 e a previsão para 2011 é de R$ 18,2 bilhões conforme a proposta orçamentária entregue ontem ao Congresso Nacional pelo Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Bernardo destacou que o esforço de retomar os investimentos públicos a partir de 2007 requereu uma completa reestruturação da máquina pública e dos órgãos ligados à área de infraestrutura que não dispunham de pessoal técnico para a análise de projetos. Para isso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Tranportes- DNIT  foi reformulado para receber o novo volume de investimentos, assim como organizadas as agências reguladoras.

Além disso, o governo criou, em 2007, a carreira de analista de infraestrutura, junior e sênior, de acordo com os anos de experiência, dedicada ao preenchimento por engenheiros, geólogos e arquitetos, dentro do conceito de carreira transversal, ou seja, os servidores poderão ser lotados em qualquer órgão do Executivo Federal da área de infraestrutura. Foram criadas 800 vagas na carreira e cerca de 700 já foram preenchidos e os jovens servidores estão lotados nos Ministérios dos Transportes, Cidades, Meio Ambiente, Minas e Energia, Comunicações e Integração Nacional.
Na proposta orçamentária de 2011, estão previstos R$ 13 bilhões para investimento em transporte rodoviário com prioridade para a manutenção/recuperação/duplicação de estradas federais. Merece destaque a duplicação da BR-101 nos Estados do Nordeste.
Na área de transporte ferroviário serão alocados R$ 2,9 bilhões com destaque para a construção da Ferrovia norte-Sul, a Transnordestina e da Ferrovia de Integração Leste-Oeste executadas pela VALEC.
O Transporte Hidroviário terá R$ 1,7 bilhão para a construção de portos fluviais na Amazônia, além de investimentos nas hidrovias dos rios Tocantins, Paraná e Paraguai, Madeira, Tapajós e São Francisco, além da recuperação dos portos marítimos de várias unidades da Federação.
Na área do Ministério das Cidades, R$ 1,8 bilhão será destinado, na quase totalidade,  à área de saneamento básico urbano com prioridade na implantação e melhoria de sistemas de abastecimento de água.
O restante, R$ 12,2 bilhões se refere aos subsídios à aquisição da casa própria do Programa minha casa, minha vida.

 

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Segue o entrave logístico

DCI-SP


Que o setor logístico caminha a passos largos para um nó nos próximos meses não é novidade. A demanda pelos serviços de transporte de commodities agrícolas, como o açúcar, por exemplo, tem apresentado filas e filas em alguns terminais portuários do País, que precisam correr para ampliar sua infraestrutura e sua capacidade a fim de atender a contento o crescimento econômico do mercado brasileiro.

E nem só da área agrícola podemos falar. Há entraves na área de embarque e desembarque de mercadorias: diariamente as empresas aduaneiras tentam resolver questões burocráticas e têm até conseguido algumas conquistas nesse sentido, mas ainda assim apresentam certa lentidão na liberação de mercadorias. 

Não será de estranhar se em um piscar de olhos vermos realmente ocorrer no País um nó da cadeia logística. Empresas de diversos segmentos do setor, seja de transporte de cargas por modal ferroviário, aquaviário, aéreo ou rodoviário, têm sentido um aumento da procura por seus serviços desde o final da crise econômica mundial. 

É quase nulo o índice de empresas do setor que não esperam crescimento real dos negócios este ano, por causa do aquecimento do mercado de transporte de carga. 

Uma solução que tem aparecido no segmento, enquanto o poder público ainda engatinha para resolver a questão, parece que tem sido o aumento de parcerias entre modais das empresas.

Pelo menos o segmento de transporte aéreo tem ampliado -e muito- o espaço nas suas aeronaves até de transporte de passageiros, para embarcar e desembarcar produtos comerciais. 

Muito se fala de soluções para os entraves logísticos, e que o setor começou a se profissionalizar com mais veemência na última década, mas é preciso correr contra o tempo e não deixar passar esse momento de fomentação dos serviços de entrega. 

Em uma escala infinitamente menor em termos de volume, há ainda o crescimento das empresas de courier e a tentativa gradativa dos serviços de motofrete de saírem da informalidade e apresentarem inclusive melhores condições aos profissionais desse setor. 

Bom para as empresas de vendas pela internet, que sobrevivem desse serviço rápido e ágil.

 

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Multimodalidade é prioridade para 2011

 

Intelog

 

Melhorar o sistema logístico nacional e crescer as movimentações no Porto de Santos foram elencados como prioridades pelo coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT), Alessandro Teixeira, nesta terça-feira (31). 

A declaração, feita durante o Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos realizado em Brasília (DF), reafirmou o compromisso da candidata com a diversificação da matriz brasileira de transporte, hoje fundamentada no setor rodoviário.

De acordo com Alessandro, está prevista a ampliação da participação do modal ferroviário de 25% para 50% da matriz, enquanto o setor hidroviário passaria de 12% para 25%. "A nossa navegação de cabotagem só vai prosperar com a continuidade dos investimentos em hidrovias. Além disso, são necessárias melhorias na acessibilidade aos portos e qualificação de mão de obra", argumentou.

Para a continuidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), encabeçado pela presidenciável durante a chefia da Casa Civil, está garantida a verba do PAC 2, que soma investimentos de R$ 1,5 bilhão só no Porto de Santos. "Santos corresponde a 30% do comércio exterior brasileiro. Até o fim do PAC 2, precisamos garantir que o aumento de movimentação seja assegurado com novos investimentos em Santos e em toda a região, incluindo Cubatão e Guarujá", complementou.

Desafios

Além das obras do PAC, o coordenador executivo da campanha de Dilma Rousseff destacou ações para o fortalecimento da economia e do comércio exterior. Alessandro, que também é diretor-presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), elencou a importância da criação de uma associação de empresas de trading e exportadoras para intensificar o diálogo com o governo.

Para promover o desenvolvimento do comércio brasileiro no exterior, o plano de governo do Partido dos Trabalhadores prevê a criação de uma agência no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltada exclusivamente para o setor exportador. O aumento do crédito para micro e pequena empresa também são promessas da campanha.

 

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Benefício fiscal da LLX pode atingir R$ 70 milhões

AE  Agencia Estado


SÃO PAULO - A LLX Logística, do grupo do empresário Eike Batista, informou que a Receita Federal aprovou a habilitação do Superporto Sudeste, subsidiária da Companhia, no Regime Tributário de Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto). Com isso, o Superporto Sudeste poderá realizar compras, no mercado interno ou externo, de máquinas e equipamentos a serem utilizados em suas operações de carga, descarga e movimentação de produtos, com a suspensão dos seguintes tributos: Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Cofins e, em alguns casos, Imposto de Importação (II). A empresa estima os benefícios fiscais em cerca de R$ 70 milhões.
O Superporto Sudeste, que se localiza no sul do Estado do Rio de Janeiro, deve entrar em operação no início de 2012. Ele é um terminal privativo de uso misto com capacidade inicial para movimentar 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, de acordo com a LLX.

 

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Hidrovia Tietê-Paraná opera com 25% da capacidade


Agência Estado


SÃO PAULO - Um elefante branco repousa no centro de três regiões - Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Em pleno período de pico de transporte de cargas, a hidrovia Tietê-Paraná apresenta 75% de ociosidade. Apesar da baixa utilização, os empresários reclamam de gargalos que até hoje não foram sanados. Agora, com a chegada da Transpetro, subsidiária da Petrobras, fala-se em dois possíveis cenários entre as empresas usuárias do sistema modal.
Há quem acredite que o interesse da Petrobras no negócio pode ser um empurrão para que os problemas estruturais sejam sanados. Outros temem que, ao dobrar a utilização da hidrovia com a Transpetro, os problemas ficarão mais difíceis de serem contornados. O meio de transporte de cargas teria tudo para ser sucesso entre as empresas. É mais barato que o uso de caminhões ou trem, além de emitir menos gases poluentes. Um comboio tira das estradas 160 caminhões. Mas nem a economia nem o apelo ambiental são suficientes para fazer a hidrovia deslanchar.


Em valores atualizados, a estimativa é de que a hidrovia tenha custado aos cofres públicos por volta de R$ 4 bilhões. Em abril deste ano, o governo lançou a segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e incluiu a Tietê-Paraná. Esperava-se que pelo menos R$ 12 bilhões fossem incluídos no pacote para ampliações e novos projetos, mas os recursos ficaram em cerca de R$ 2 bilhões.
Entre os motivos para a baixa utilização, diz o professor Rui Carlos Botter, do Centro de Inovação em Logística e Infraestrutura Portuária da Universidade de São Paulo (USP), estaria o fato de haver uma concorrência muito grande com os caminhões no transporte rodoviário. Segundo dados do Departamento Hidroviário da Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo, na comparação entre janeiro e maio de 2009 e 2010, o total de carga transportada na hidrovia aumentou apenas 3%. Apenas no trecho navegável do Rio Tietê o volume caiu 2%. Os principais produtos transportados são soja e, na seqüência, cana de açúcar.